03.mai.04
Na época em que dava manutenção em PCs para defender algum extra, fui chamado para ver se conseguia convencer uma preguiçosa impressora a retornar ao trabalho na casa de uma cliente. Cheguei ao apartamento da distinta senhora (a quem nunca tinha visto antes) e fui prontamente levado ao cômodo onde jazia a máquina inútil. Enquanto ligava o computador e me preparava para exorcizar o periférico, participei do seguinte diálogo:
— Você toma alguma coisa? — perguntou ela.
— Acho que não, obrigado — disse eu, como se espera de alguém desconhecido que veio à sua casa em adiantada hora da noite para fazer um conserto rápido.
— Uma água? — continuou a anfitriã.
— Não, obrigado. — respondi, sorrindo.
— Coca-cola? — insistiu a moça.
— Não mesmo, obrigado. — disse, ainda sorrindo.
— Um suco, talvez? — continuou ela, despertando em mim a dúvida entre aceitar logo alguma coisa para acabar com o papo furado, ou continuar recusando por ter começado a desconfiar que ela queria me envenenar. Optei pela segunda possibilidade.
— Não, obrigado, estou bem assim.
Fez-se um curto silêncio.
— Tomar no cu você não quer, né? — perguntou-me ela, sorrindo.
— Também não, obrigado. — respondi, por falta de melhor resposta à mão.
Por essas e por outras, hoje este santo aqui só faz milagres em casa.

Fevereiro 22, 2007 às 3:29 pm |
Ei! Eu conheço essa história… e não foi beeem assim… por acaso a tal senhora tem olhos puxados (japa)?
BL- Sandro, essa história foi beeeem assim, posso garantir porque estava lá. Mas nada impede que haja uma outra senhora, de olhos puxados, tão mal-educada quanto esta.